A atual proprietária já não o queria mais. Havia décadas que sequer o colocava no console. Costumava assoprá-lo antes de colocá-lo. Tratava-o com todo o carinho e cuidado do mundo.
O único problema era que ele já estava velho, sem graça, e todas as marcas deixadas pela ex-proprietária já estavam mais que evidentes, pois mesmo com todos aqueles mimos o tempo foi desgastando a relação dos dois. Ela tornou-se desleixada, e ele já não ligava mais se funcionava ou não, dando glitches o tempo todo. Caiu na mesmice. Os dungeons eram os mesmos, as cutscenes engraçadas eram as mesmas, o gameplay era o mesmo... Além do mais haviam cartuchos novos nas prateleiras das lojas. Por quê ficar com algo que já é pra lá de conhecido e inútil, afinal?
A ex-proprietária era um tanto quanto saudosista. Vendeu o coitado para adquirir um mais antigo ainda, de coleção. Dizia ela que a aquisição sempre foi o xodó dela. E ela tinha lá suas razões.
A atual disse aos amigos que o amava, que era tudo que ela precisava para ter bons momentos. Mas tudo isso era passageiro, e mal sabia ela.
Depois de pensar bastante sobre o assunto, a dona resolveu se desfazer do pobre coitado, que agora encontrava-se numa caixa de papelão socada bem no catinho humilde da mesa da venda de garagem.
Mas mesmo com todas as marcas, poeira e adesivo descolado, a fita ainda espera por alguém que reconheça seu valor, e torce para que a dona mude de idéia.
Agora imagine que não é um cartucho.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Hello World & Pyong Break
Olá, leitor. Meu nome é Victor, e resolvi fazer esse blog para reunir algumas idéias e pensamentos de minha autoria. Os textos desse blog poderão variar desde conteúdo pessoal até opiniões sobre jogos ou filmes.
No futuro poderei visitar postagens antigas e usar idéias que não utilizei no passado. Pense nisso como um histórico mental.
Falando um pouco mais de mim, jogo videogame desde os quatro anos de idade (meu primeiro jogo foi Toy Story para o Windows 95), e desde então carrego comigo memórias e momentos que vivenciei enquanto jogava... Mas calma lá! Eu não faço só isso da minha vida! Eu também...err... Deixa pra lá. Gosto de sair com meus amigos e de visitar lugares novos. Odeio baladas, mas até que curto um bar com boas companhias. Quieto no início, insuportavelmente cômico e chato no final. Sempre nos extremos. 8 ou 80.
Pyong Break é o nome que dei ao jogo, e espero poder lançá-lo esse ano (2013). Com todos os consoles voltados para indie games que estão pra sair esse ano, quem sabe essa não é uma ótima chance para se lançar um jogo e (quem sabe) ter o seu trabalho reconhecido? Espero estar no caminho certo.
Não sei como encerrar direito esse post, então até a próxima. :)
Falando um pouco mais de mim, jogo videogame desde os quatro anos de idade (meu primeiro jogo foi Toy Story para o Windows 95), e desde então carrego comigo memórias e momentos que vivenciei enquanto jogava... Mas calma lá! Eu não faço só isso da minha vida! Eu também...err... Deixa pra lá. Gosto de sair com meus amigos e de visitar lugares novos. Odeio baladas, mas até que curto um bar com boas companhias. Quieto no início, insuportavelmente cômico e chato no final. Sempre nos extremos. 8 ou 80.
Falando em conhecer lugares novos, ultimamente estou até gostando de viajar e sair mais de casa. Isso começou desde que viajei para os Estados Unidos. Fiquei em San Francisco estudando e conheci vários asiáticos (em sua maioria, coreanos) e eu sempre brincava com eles perguntando se eles vieram da Coréia do Norte. É claro que eu sabia que não. Ninguém foge de lá sem uma perna ou duas, mas a pergunta servia para quebrar o gelo, fazê-los rir e dar início a conversação.
Sempre fui curioso sobre a terra de Kim-Jong, mas a convivência com eles abriu minha mente. Comecei a pesquisar por documentários na internet, informações, vídeos, imagens... Tudo. Até que me deparei com isso:
Na hora em que vi que não existiam mapas da Coréia do Mal minha cabeça simplesmente explodiu! Explodiu de tanta curiosidade! Pra mim isso era um prato cheio, esperando pra ser devorado.
De noite, antes de dormir, eu sempre pensava como seria viver em um país desses. Sem liberdade, sem mobilidade social, sem saber a verdade. Foi aí que tive a idéia genial de fazer uma animação sobre uma menina que tenta fugir da Coréia do Norte. O curta não chegou a ver a luz do dia, mas posteriormente se tornou um indie game. Quer dizer, está se tornando.
Pyong Break é o nome que dei ao jogo, e espero poder lançá-lo esse ano (2013). Com todos os consoles voltados para indie games que estão pra sair esse ano, quem sabe essa não é uma ótima chance para se lançar um jogo e (quem sabe) ter o seu trabalho reconhecido? Espero estar no caminho certo.
Não sei como encerrar direito esse post, então até a próxima. :)
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